6.29.2006

A grande fraude...

Não, não me vou referir á chamada fraude dos sêlos... esta já deu o que tinha a dar... os pretensos burlões já foram soltos sem sequer lhes ser pedida uma fiança e agora a Justiça Espanhola anda a tentar descobrir qualquer coisa para não se sujar tanto como já se sujou.


Foi falar é de outra, muito muito maior, aquela a que todos estamos sujeitos, a de que nós, portugueses, andamos a gastar dinheiro a mais e de tentamos perpetuar direitos que não têm a mínima razão de ser, ao contrário da progressista Europa.


Vem isto a propósito de uma carta aberta que encontrei no Conversa Livre sobre a real situação dos gastos do Estado.

Continua em Cabalas.

O Raio

Novo convite?

Quando escrevi esta posta, não me apercebera ainda deste novo convite feito pelo Sr. Paupério da Silva que certamente desconhece a minha não filiação (passada presente e futura) em algum Sindicato ou partido político, clube de futebol, associação religiosa ou laica, seja ela Opus Dei ou Gay.
 

6.28.2006

Assinatura telefónica convertida em minutos de conversação

A Portugal Telecom apresentou uma proposta à Anacom, para que o valor da assinatura telefónica seja convertida em minutos de comunicações. Esta medida é positiva e há muito que é reclamada por muitos clientes.

Esta proposta já mereceu a discordância pública da Tele 2. Devem seguir-se a Novis de Belmiro e a Oni da EDP. Eles ou não concordam com a proposta da PT ou no mínimo querem que a oferta seja extensível aos outros “operadores”.

Era mais uma originalidade. Nada impede que os novos operadores ofereçam a assinatura, convertida em minutos, como a PT pretende fazer. O que não devem é esperar que a PT lhes ofereça a linha, gratuitamente, para benefício dos seus clientes.

Nós sabemos que esta liberalização das telecomunicações foi e é uma chuchadeira. Mais de uma dúzia de anos depois os novos operadores ainda querem tudo. Porventura quererão até acabar com a PT. Não pode ser.

Tudo isto está mal desde o início. Em minha opinião, parece-me que a solução deveria passar pela rede básica, voltar à posse do Estado (nesta situação, os trabalhadores da PT que operam com as infra-estruturas seriam integrados, se o desejassem, na nova empresa do Estado). Na posse da rede básico o Estado pode e deve gerir as infra-estruturas, sem privilegiar nenhum operador. (…)

Hoje pela razão da PT ser grossista e simultaneamente retalhista além de líder destacado do mercado, prejudica o consumidor e a oferta inovadora de serviços, na medida em que, com toda a lógica, a PT não vai competir entre si, com empresas do mesmo grupo. Por exemplo, assistimos a PT a oferecer a banda larga em ADSL a nível nacional e a TV Cabo não. Assistimos a TV Cabo a não fazer a oferta em telefonia. Assistimos a PT Comunicações, a não oferecer o sinal televisivo. E por aí afora.

É para mim claro que a criação de uma empresa, para gerir a rede básica de telecomunicações, independente dos operadores, iria criar melhores condições para o desenvolvimento de uma sã concorrência e de melhores ofertas comerciais e tecnológicas e melhores preços para os consumidores.

Continua aqui

Uma noite de cão - conto

Depois da morte do meu pai, lastro que adiava a tendência entrópica da família, fui sugado por um voraz remoinho de desventuras. O que era, desde esse preâmbulo do cataclismo, entrincheirou-se nos recessos abstrusos do torpor, no quarto túrbido onde inspiro o odor fétido dos cães vadios que a minha mãe recolhe, nas ruelas que a sociabilidade atribuiu aos noctívagos insones. A coabitação com cães de rua, macilentos e imundos, contagiou-me, transformando-me num errante, sem tecto nem solo, que jaz nas esquinas, onde acordo, mais seco de vida do que os rastos serpenteantes de urinas, com o cântico dos galos ou escorraçado pela viúva madrugadora.

In
Estranho Estrangeiro

6.27.2006

O sonho dos ratos…. (fábula)

Diziam que, um dia chegaria, em que os gatos seriam abolidos e todos seriam iguais."Quando se estabelecer a ditadura dos ratos", diziam, "então todos seriam felizes"…

O sonho dos ratos…. (fábula)


6.26.2006

As ideias do Bloco de Esquerda em prática

Uma dupla de homossexuais masculinos ingleses que conseguiu a adopção de duas crianças (de 8 anos e de 14 anos), apanharam (só) cinco anos de prisão por violação sistemática e repetida das crianças entregues pelo Estado, a seu cargo na adopção.

Constatando o óbvio


Interrogo-me e afasto-me da Esquerda

No tempo de Churchill, a luta contra o nazismo implicou o bombardeamento de cidades alemãs, morreu muita gente nesses bombardeamentos. As perguntas que me faço são as seguintes: seria Churchill tão bárbaro quanto Hitler ao utilizar os mesmos métodos de combate deste último?

Incongruências de esquerda


Razões de uma vitória e de uma derrota

Ontem, vencemos porque

jogámos com o
Maniche
...
..............
Segue em O Sítio do Ruvasa

...

O orgulho Gay

Este fim-de-semana decorreu em vários pontos do mundo, as marchas do orgulho gay.

 

Nada a dizer contra. Hoje, cada vez mais, o mundo está a encarar esta nova realidade, como normal. A homossexualidade existe, não se pode fechar os olhos. E existe, independentemente de uma vontade expressa individual. A homossexualidade acontece. Basta ouvir ou ler alguns testemunhos. Acontece, simplesmente. Sem saber como, os homossexuais descobrem, que gostam de pessoas do mesmo sexo. Que têm essa inclinação sexual. E não há nada a fazer. Nem a opor. As pessoas gostam-se e amam-se. Embora possa parecer contra-natura, nem isso, hoje, parece assim, tão evidente.

 

(…)

 

O casamento homossexual, o direito à procriação medicamente assistida, a adopção de crianças, devem ser um direito indeclinável. A sociedade moderna tem de se abrir aos novos tempos. Não fazem sentido, num quadro do avanço científico, do conhecimento, da emancipação dos “valores” católicos.

 

Não consigo perceber a objecção a estas novas realidades, que não sejam por ignorância ou por preconceitos desajustados.

 

O que verdadeiramente as pessoas precisam é de ser sensatas: Afirmar o amor, o afecto, entre partes, as crianças e oferecer as condições básicas para que se desenvolva esta nova família, sem constrangimentos e preconceitos.

 

Sobre a marcha dizer apenas que não gosto do uso da palavra Orgulho. As pessoas são o que são. Orgulho é uma palavra desadequada e provocatória. Não se tem Orgulho por ser homossexual, como se não deve ter por ser, heterossexual, por ser homem ou ser mulher, por se ser branco ou se ser preto. O Orgulho é outra coisa. Também não gosto das manifestações exibicionistas e apalhaçadas de alguns. Mas aqui, trata-se apenas de bom ou mal gosto.

(…)

 

6.25.2006

Leitura impreterível

Aconselho a leitura deste post no Brussels Journal. Vou tentar fazer aqui uma resenha em português, se e quando tiver tempo.

Roger Scruton on Immigration, Multiculturalism and the Need to Defend the Nation State

O futebol e a integração.

(…)

O Mundial de Futebol tem trazido à rua, às praças públicas, aos cafés, um incontável número de pessoas. A convivência, o festim, o encontro de gerações, a amálgama de culturas, a confraternizarem, a torcer pelas suas selecções, nos mesmos espaços, com desportivismo, com classe, com respeito, são bons exemplos de coabitação e acolhimento da diversidade cultural e dos costumes, sem encolhes, cortês e harmonioso.

É exercer o direito à diferença numa sociedade que deveria ser de todos e para todos; global, compartilhada, justa, respeitadora da diversidade.

Isto é o contrário do patrioteirismo palerma dos skinhead, dos neonazis, da honra pateta/nacionalista, do engalanar bandeirinhas, do “orgulho” patriótico.

É a antítese do confronto, da guerrilha, da superioridade, da raça, da cor, da religião. É o oposto da ideologia fascista, racista ou xenófoba.

Sentir e viver isto e ao mesmo tempo ler as notícias de que a autorização de residência, dos imigrantes no nosso país, estão condicionadas pelo rendimento de trabalho, superior a 5400 euros anuais; ler que um cidadão paquistanês, casado, dois filhos, com 33 anos de idade, se suicidou, num acto de desespero, porque a sua situação de imigrante, trabalhador da construção civil, se transformou, ficando desempregado ao fim de cinco anos, e concomitantemente, cessou a sua condição de imigrante legal, por não possuir o rendimento anual fixado; ler que de 170 mil imigrantes legalizados, há mais de cinco anos, cerca de 70 mil podem ficar agora ilegais, pela mesma razão.

(…)

 

6.24.2006

Gatunos

Fiz um intervalo na pausa que me concedi, só para vir aqui chamar-lhe os piores nomes: Todos os nomes. Chulos, gatunos, cabrões, merdas, vigaristas...

Triste país e triste povo de memória curta e crédulo nesta gente poderosa, rosa ou laranja ou cinzenta.

Um povo que se embala nos números do PIB, da economia em dificuldades, de um país em crise, que uns Constâncio uns Medina uns Sócrates, nos apresentam, uns números negros assustadores e um povo adormece com essas tretas… e já não se lembra das empresas que fecharam, dos 500 mil desempregados, dos pais que não têm de dar de comer aos filhos, dos trabalhadores que vieram para a rua em protesto...

Que nojo!

 

Ainda as Maternidades...

Na contestação do Ministério da Saúde à providência cautelar contra o encerramento da maternidade de Barcelos foi alegado que "as outras maternidades que não têm 1500 partos também irão fechar numa segunda fase".

> continua em bradiencefalia

O atraso do governo

O governo português tem um atraso. Não me refiro José Sócrates, mas a um atraso no timing do ideário das suas políticas, chegando tarde, quando os outros países começam a abandonar essas mesmas políticas.

O atraso do governo


6.23.2006

Por Timor

Mas afinal qual é a legitimidade da Austrália em Timor? Alguém sabe explicar-me? Sou burro que nem uma porta.

Protocolo de Estado e bizantinices...

Interrompo hoje um período sabático-bloguístico, motivado por afazeres inadiáveis de outra índole, porque me parece de todo aconselhável não deixar passar sem uma nota, por muito pequena que seja, um assunto que anda por aí muito na baila.
...
Não, não estou a referir-me à questão bizantina (por parte do PS), da precedência dos militares nos actos oficiais. O assunto é de índole de tal modo cretina que nem sequer perco tempo com tal treta.
...
............ Segue em O Sítio do Ruvasa
...

Tiólogo, me confesso…

Acho que o Henrique nunca poderá ser promovido a Tio porque não tem visão estratégica: se puséssemos os mendigos todos a trabalhar, acabava-se com o desemprego, e isso seria contra a economia! É preciso haver sempre desemprego, para que os empregados possam sentir uma pontinha de inveja dos mendigos, incentivando assim a concorrência.

Tiólogo, me confesso…


Um pedido à blogosfera

Um pedido à blogosfera

É importante que os posts sobre Timor tenham visibilidade, independentemente das opiniões de cada um. Por isso, peço que coloquem, no final de cada post sobre Timor, o seguinte código HTML, a vermelho (vá lá, não custa nada!):


<a href="http://technorati.com/tag/Timor" rel="tag">Timor</a>

Vamos fazer barulho! Façam-se ouvir!

Timor Leste: a minha opinião

Timor: o envolvimento da ICAR no problema


Australians, take your asses out of Timor politics!



6.21.2006

Terrorismo social

Estamos a um passo de receber uma caridade, por pequena que seja, de um estado pulha que nos obriga a descontar 35% dos salários para que possamos ter uma velhice digna. Isto é inaceitável. Isto é uma vergonha.
Continuar a [ler]

6.19.2006

Da inutilidade do presidente

Lembrar-se-ão que questionei a utilidade de elegermos um presidente que não tem qualquer mais valia e nos custa seis milhões de contos/ano. Vasco Pulido Valente, no Público, fez a sua avaliação dos primeiros cem dias do Sr. Silva enquanto presidente. Ora, façam o favor de ler:

[Continuar a ler]

6.16.2006

Euro, o princípio do fim ou o fim do princípio?

Diário Económico de ontem, dia 15 de Junho de 2006, publica um número muito interessante. Infelizmente o que é de mais interessante nesta publicação não é visível na Internet.
Então não é que fazem uma “Edição Especial” dedicada ao tema “E se Portugal fosse diferente?”.
E logo para começar colocam a pergunta “E se Portugal não tivesse aderido ao Euro?”!
Embora se insista que se não estivessemos no Euro a situação ainda seria pior do que a actual, apresentam, mesmo assim, alguns argumentos contra o Euro.
É de considerar esta edição histórica porque, embora num jornal especializado, é a primeira vez que esta questão é posta em cima da mesa e às claras.

Ver a continuação em Cabalas.

O Raio

6.12.2006

Querem desacreditar as energias renováveis

A maior central fotovoltaica do mundo vai afundar as energias renováveis e contribuir para o seu total descrédito. Vai uma aposta?

6.08.2006

Por favor, segurem Freitas...


Freitas do Amaral continua imparável e, se ninguém o segura, ainda sai dali algo de que todos teremos que nos lamentar.

Imagine-se que, hoje, em declarações em conferência de imprensa, jactou mais esta:



- Nos termos do acordo agora celebrado (e porque só agora e não antes de terem daqui saído os homens, com o que se teria evitado que andassem por lá a ser obrigados a figuras tristes?...), a GNR terá a seu cargo a responsabilidade pela segurança do bairro mais problemático de Dili. Quando as coisas estiverem definitivamente serenadas, então ficará com a responsabilidade de toda a cidade de Dili.

...... Segue em O Sítio do Ruvasa

...

UÉ, então sempre somos culpados?

Parece que o meu aviso a respeito do próximo dilúvio anda a pôr as cabeças duras (durónicas) a tomar umas medidas do tipo "poupe energia, desligue o carregador de telemóvel, não deixe a televisão em stand-by, beba menos chá, ponha o aquecimento a uma temperatura mais baixa e ande a pé". A intenção é boa, mas as medidas são péssimas e não produzem qualquer poupança visível, para além de nos sugerir que temos que reduzir o nosso nível de conforto (medidas socráticas e durónicas).
 

6.07.2006

Quando a diplomacia é feita sobre o joelho...


O putativo primeiro-ministro que temos
...
...
GNR pode deixar Timor-Leste devido a um bloqueio diplomático nas negociações com a Austrália.
Sic Notícias - 2006junho07 - 20.38 horas
...
= 0 =
...OO mne que não temos

Não é nada que não fosse esperado.

Quando a diplomacia é feita sobre o joelho e por amadores, normalmente dá nestas partes gagas e que apenas nos envergonham perante o mundo.

......... Segue em O Sítio do Ruvasa

...

6.06.2006

Nenhum cão morde a mão que lhe dá de comer...

Sobre jornalistas, cães, Parlamento Europeu, alimentação e Presidência aústriaca, ver esta história em Cabalas.

O Raio

PERPLEXIDADES ACERCA DE TIMOR-LESTE.

Como seria de esperar, não fiquei insensível aos acontecimentos e desordens que eclodiram e ainda grassam em Timor-Leste.
Na altura coibi-me de tecer comentários ou emitir opiniões, já que tinha a perfeita consciência de estar muito pouco informado sobre o que lá passava e de ter as maiores reservas acerca do tipo de notícias que foram amplamente propaladas na nossa imprensa doméstica.
Não que agora esteja muito mais informado (ou desinformado), mas a verdade é que passei estes últimos dias pesquisando na Net, falando com amigos que estiveram em território Timorense, escutando com atenção as várias opiniões emitidas por especialistas e comentadores, tendo assim traçado no meu intimo uma opinião que de alguma forma não me tranquiliza nada.

Continuar a ler no VELHO DA MONTANHA

O Mundial e a vertigem do medo

Todas as religiões asseguram, como zénite de uma depuração, a salvação. Mas a ascensão a esse monopólio do bem pressupõe a fuga ao apocalíptico. A nossa cultura, assente nos substratos civilizacionais greco-romano e judaico-cristão, convive com estas vertigens causadas pela proximidade, insidiosa e velada, do abismo. Há, por isso, muita vertigem nestes espasmos sociais. O optimismo empedernido, e ataviado com bandeiras, que se alastra por Portugal e pela diáspora, encapota o medo da queda. Ou o medo de, montados sobre o cavalo branco da redenção, sejamos apeados por Angola, Irão e México, os três restantes cavaleiros do apocalipse.

In Estranho Estrangeiro

6.05.2006

Em defesa do Luís

Venho hoje em defesa do Luís que não só, teve a genialidade de pensar comemorar o Dia Nacional do Cão, como a coragem de propor na AR a aprovação da tal data comemorativa.

Continuar a ler

6.02.2006

Este Freitas... este Freitas... !


Freitas do Amaral, o inefável ministro dos negócios estrangeiros que nos coube em sorte, saíu-se com mais uma de gargalhada... ou de choro convulsivo.

A propósito do enquadramento das forças militarizadas da GNR (120 homens) que seguirão - certamente que hão-de-seguir, nem que seja daqui a 30 anos... - para Timor, afirmou que Portugal se opõe terminantemente a que sejam enquadrados num comando supremo australiano, que já estava previamente negociado entre Timor e a Austrália.

Imagem de homem duro e valente, esta a do ministro; imagem de nação dura e valente, esta que o governo e o seu inefabilíssimo ministro querem dar de Portugal, perante o mundo e os palermas dos australo...pitecos!
...
.......... Segue em O Sítio do Ruvasa

A AMORALIDADE TRAVESTIDA DE CIVILIDADE.

Mais uma vez, a inestimável e decadente Holanda, dá-nos um arrepiante exemplo da grande confusão que grassa sobre os conceitos de liberdade que imperam por esta Europa fora, que mais não são que sinais incontestáveis da decadência moral que há-de de a destruir.
Nas vésperas do Dia Mundial da Criança, um grupo de assumidos pedófilos, anuncia a criação de um partido político, apropriadamente apelidado de “Caridade, Liberdade e Diversidade” (NVD na sua versão Holandesa), que entre outros objectivos, pretende a diminuição da idade legal para manutenção de relações sexuais, de 16 para 12 anos, ou mesmo da abolição de qualquer restrição. Defende igualmente a legalização da pornografia infantil, bem como a prostituição de menores. Enfim… Advogam também o sexo com animais, desde que daí não advenham maus-tratos para a bicharada (bizarro!).

Continuar a ler em O Velho da Montanha.

5.31.2006

O suor vermelho das crianças de Timor


Algumas crianças corriam, abalroadas ou auxiliadas por jovens e adultos, todos em debandada, enquanto eu, atónito, voltava a observar o meu suor cristalino, comparando-o com o suor vermelho das crianças de Timor que tentavam evadir-se à casa dos mortos. O suor vermelho das crianças de Timor. Era sangue, e eu sabia-o. Mas não sabia se as crianças de Timor transpiravam como eu, quando pontapeavam uma bola. Não sabia, inclusive, se as crianças de Timor ponteavam bolas. Timor parecia corporizar a inflexão da ordem, com o suor tingido de vermelho e as crianças transformadas em bolas pontapeadas pela vida.

In Estranho Estrangeiro

5.30.2006

Energia nuclear II

Eu já tinha anunciado o meu apoio incondicional à energia nuclear. Pois venho agora, depois desta discussão, reforçar o referido apoio e explicar aos teleblogoleitores porque devemos ser a favor da energia nuclear e não ir na onda desses impostores como o Patrick Monte de Merda que anda a pretender colocar centrais radioactivas à beira do rio ou do mar porque elas precisam de muita água para as arrefecer.
 

Os contabilistas

Jack Welch, ex-CEO da General Electric e o homem que a revista Fortune considerou, em 1999, ser o gestor do século XX veio dar uma conferência em Portugal.
Das notícias publicadas sobre o assunto sublinho os seguintes textos:

Ver a continuação em Cabalas.

O Raio

A porta está fechada?

Estive o ver na RTP1 o programa Prós e Contras.
Foi provavelmente uma das maiores campanhas a que já assisti na RTP!
Primeiro teve-se todo o cuidado na escolha dos convidados. Provavelmente as vozes mais discordantes eram a do Belmiro de Azevedo e a do CEO da Galp.
Até os dois jornalistas que estavam no público foram escolhidos a dedo.
Resumindo o que o programa nos tentou transmitir era de que a porta de saída de Portugal está definitivamente fechada.
Na prática há só duas opções:

1. Fazem-se já cortes drásticos na despesa do estado, cortando em tudo o que é social (reformas, educação, saúde, desemprego, etc.) e reduze-se d´rasticamente o número de funcionários públicos e de aqui a alguns anos talvez a economia recupere um pouco;
2. Não se fazem já estes cortes drásticos e dentro de poucos anos, cinco, dez, talvez mais um ou dois, o país estará na miséria.

Continuação em Cabalas.

O Raio

5.29.2006

A concorrência

É um axioma da sociedade actual de que a concorrência é boa.
Tudo, excepto os países, têm de concorrer entre si.
É realmente curioso mas fala-se muito da concorrência mas quando ela chega aos países, aí parece que já não é tão boa assim...
Mas voltemos á concorrência, promove a eficiência, defende o consumidor, melhora a produtividade, etc., etc.
Mas será mesmo assim?

Ver a continuação em Cabalas.

O Raio

5.28.2006

Canto consertado

Desde 12 de Maio que nenhum post apareceu publicado em Canto Aberto, apesar de haver vários em fila de espera. Suponho que a avaria se deveu a eu ter configurado o blog para mostrar o máximo de posts na primeira página, isto é, 999, e esse número terá sido atingido nessa data. Reduzi para 100 e republiquei e parece estar agora funcional de novo. Mas eu, desde essa data também, pelo menos, que não venho ao blog directamente, acedo através do respectivo "feed" e esse esteve sempre operacional e permitia, inclusive, ver os posts escondidos.

Mas quando cá vim pretendia alterar o endereço de email do blog. Em vez de cantoaberto(at)netcabo.pt passa a ser cantoaberto(at)horabsurda.com

Pela Gerência,

Henrique Sousa

5.24.2006

Manipulação socialista da informação

Deixei de confiar nos órgãos de comunicação social em geral; acredito mais depressa numa notícia política publicada em alguns blogues do que nessa mesma notícia manipulada (ou omitida) do DN ou do Publico, por exemplo (mas hão-de fugir aos berros inda a banda vai na estrada).

Orlando Braga

5.22.2006

Congresso do PSD


Marques Mendes

Este congresso do PSD, ao contrário do que parece, foi dos mais interessantes congressos dos últimos anos. Não, não foi Alberto João Jardim que falou nos comunas, espera, até falou, mas o mais interessante nem foi isso. O que se passa no panorama político português é bem mais fracturante do que parece à primeira vista.

Continua aqui

A Caixa de Pandora

Se nos recordarmos que nos anos cinquenta os EEUU viviam num puritanismo obsessivo e que nos finais dos anos sessenta passou ao extremo permissivo, isto em pouco mais de uma década, podemos hoje prever que em poucos anos, tanto no cinema como nas televisões e nos jornais, se fará passar como "normal" a pedofilia, como se passa hoje já com a homossexualidade. A "caça ao pedófilo" de hoje nada mais é do que uma manobra de diversão: colocar a atenção exageradamente numa direcção, para depois a inverter efectuando uma operação e percurso em sentido oposto.

Orlando Braga

5.21.2006

Montenegro, referendos e Constituição Europeia

Hoje, domingo, Montenegro irá votar sobre se se tornará ou não um estado independente acabando, portanto, com a Sérvia-Montenegro. Será o último acto da liquidação da antiga Juguslávia.
Para o referendo ser válido e o Montenegro ascender à independência serão necessários 55% de votos "Sim".
Cinquenta e cinco por cento? Porquê 55%?
É que a União Europeia declarou que não reconhecerá a independência do Montenegro caso o voto "Sim" seja inferior a 55%, mesmo se for superior a 50%!
A razão desta decisão foi dada por Javier Solana, o senhor PESC da UE, isto é, o responsável pela Política Externa e de Segurança Comum.
Interrogado por jornalistas o seu gabinete deu a seguinte resposta:

Continua em Cabalas.

O Raio

Montenegro, referendos e Constituição Europeia

Hoje, domingo, Montenegro irá votar sobre se se tornará ou não um estado independente acabando, portanto, com a Sérvia-Montenegro. Será o último acto da liquidação da antiga Juguslávia.
Para o referendo ser válido e o Montenegro ascender à independência serão necessários 55% de votos "Sim".
Cinquenta e cinco por cento? Porquê 55%?
É que a União Europeia declarou que não reconhecerá a independência do Montenegro caso o voto "Sim" seja inferior a 55%, mesmo se for superior a 50%!
A razão desta decisão foi dada por Javier Solana, o senhor PESC da UE, isto é, o responsável pela Política Externa e de Segurança Comum.
Interrogado por jornalistas o seu gabinete deu a seguinte resposta:

Continua em Cabalas.

O Raio

5.20.2006

O vento que vem de Espanha

O investimento espanhol em Portugal não é produtivo e tem pouco interesse para a nossa economia real. Há que encontrar alternativas, há que encontrar um governo diferente do actual (e rapidamente) que procure essas alternativas no mercado internacional.

Orlando Braga

Diarreia mental do dia

Quando falamos, sob o ponto de vista cultural, de Esquerda e de Direita, temos de saber exactamente do que estamos a falar. Existe uma Esquerda que respeita, globalmente, a cultura tradicional do nosso País, e existe uma Direita que faz o mesmo. Em cultura, como em tudo o resto, não podemos praticar a liberdade sem respeitar os mais profundos interesses e sentimentos do povo português.

Orlando Braga

5.18.2006

É fartar, vilanagem!

Um político em Portugal, salvo as excepções, é um fora-da-lei que se arroga no direito de perseguir, enganar e roubar legalmente o Zé Povo e, em nome dele, perpetrar um chorrilho de ilegalidades consentidas pelos fazedores da lei – a Assembleia da República.

Elvas, Badajoz, Mário Lino e o iberismo

Ultimamente tenho andado a publicar anedotas e a falar sobre o bife à Café Império...
É que com o rumo que o nosso país está a seguir já mal me apetece falar...

É espantoso que depois das declarações iberistas do Ministro Mário Lino este tenha resolvido o assunto com uma mensagem para um blog a dizer que o que tinha dito não era o que tinha dito o que depois até foi reforçado pelo Primeiro Ministro.
Isto é, o Senhor Ministro, como cidadão tem todo o direito a ser iberista e, mesmo como governante também o teria se tivesse falado no assunto antes das eleições.
Mas agora não, o Senhor Ministro até teve o descaramento de dizer que desconhecia o significado de iberista!
Claro que esta declaração não é crível. O Senhor Ministro durante muitos anos foi membro destacado do Partido Comunista e se há alguma coisa comum aos comunistas é a sua cultura política. Não é crível que não soubesse o que é ser iberista.

É que se o senhor Ministro fosse iberista eu discordava dele mas respeitava-o. Assim o Senhor Ministro só mostra que além de iberista é cobarde e os cobardes não se respeitam.

Ver a continuação em Cabalas.

O Raio

5.15.2006

Ainda bem que não me entusiasmei demais

Patrick Monteiro de Barros desiste da refinaria. Agora quem mostra ser refinada é a GALP. Como se uma refinaria da Galp viesse poluir menos que a do Patrick.
 

Não nos tirem o bife à Café Império...


A cidade de Lisboa está em risco de ficar mais pobre. O Bife à Café Império desapareceu.

Ver o resto em Cabalas.

O Raio

5.14.2006

Contra o fecho, pois claro!

Sou contra o fecho das maternidades. Como sou contra o fecho dos centros de saúde, de hospitais ou de escolas. Ou o fecho de espaços culturais, cinemas, teatros, bibliotecas, museus, salas de espectáculos, auditórios, pavilhões polivalentes, ginásios de escolas, cantinas, salas de convívio.

Devo ser contra o fecho de qualquer coisa. Fechar é apagar a nossa história. Fechar deve ser um último recurso.

Bem e quando se fecham serviços essenciais às populações, próximos das populações, úteis às populações, sou completamente contra. E se não estão em causa, como é o caso, condições de segurança, de qualidade da prestação dos serviços, da gestão adequado dos recursos, dos meios técnicos, sou, raivosamente contra.

Não se conhecem os critérios para o fecho das maternidades. Sabe-se que um deles é o de não realizar 1500 partos/ano. Os outros terão a ver com a qualidade e a segurança, diz o ministro. Mas isso não está apurado. Há maternidades que vão fechar com melhores resultados (menos complicações, menos mortes, menos cesarianas, etc..) que outras que se vão manter, segundo um ranking publicado há dias na imprensa.

Continua aqui

5.13.2006

A Liberdade e os nazis em Vila Rei

Sou a favor da liberdade. Da liberdade toda. A liberdade para mim é um valor inalienável. Não troco a liberdade, por nada. Podem-me dar uma boa assistência médica, um bom sistema de ensino, uma boa politica de habitação, um bom emprego, alguns direitos sociais, não me podem é retirar a liberdade.

A liberdade de criticar, de escolher, de protestar, de fazer o que me der na real gana. Vestir-me como quero, calçar-me como me apetecer, usar cabelos curtos ou compridos, usar brincos ou tatuar-me. Quero a liberdade toda. Quero poder dizer não. Quero poder dizer não gosto. Quero poder dizer, o governo é uma merda.

Não quero a liberdade condicionada. Não quero a liberdade com regras. Não quero limites à liberdade. Quero a liberdade toda!

A justiça que tome conta do resto. Do abuso, da ofensa, da liberdade dos outros. A minha liberdade não a quer regulamentada. A minha liberdade quer ser livre e assumir a responsabilidade dos seus actos. Já nos basta a “liberdade” condicionada pela sociedade capitalista. Condicionada pelas regras e os bons costumes da moral cristã. A minha liberdade toda, quer, claro, a paz, o pão, saúde, habitação, para todos, quer como dizia o Sérgio Godinho, a liberdade para mudar e decidir.

A minha liberdade respeita a liberdade dos outros. A minha liberdade, vejam lá, permite a existência de organizações fascistas, o direito de eles se manifestarem, de exprimirem as suas opiniões, apesar de estarem proibidas constitucionalmente. Penso que já temos uma cultura política suficiente, para recusar essas bestas. Não farei contudo, como sugeriu um colega meu, surpreso, com esta minha posição, que para ser consequente, deveria lutar pela alteração da Constituição. Bem uma coisa é tolerar (não gosto nada desta palavra – fica para outra altura a explicação, mas que aqui tem pleno cabimento), outra coisa é fazer alguma coisa que lhes permita esse direito. Só faltavam pedir-me isso.

Continua aqui

 

Jerónimo de Sousa e o Bloco

Jerónimo de Sousa disse ao Diário de Notícias, de 11 de Maio, que “o problema do Bloco é falta de ideologia”. Está certo!

De facto, o Bloco não tem a ideologia dominante da China. É verdade, o Bloco é contra o partido único, a fusão entre o partido e o Estado, a fusão entre o partido o Estado, o poder económico, legislativo e judicial, ou a fusão entre estes todos e o exército.

O Bloco é contra a pena de morte, a violação dos direitos humanos, e que um qualquer comité central possa mandar prender ou matar. Em Cuba, em Portugal, na China ou nos EUA.

 

O Bloco de Esquerda “tem causas e bandeiras”. Está certo.

Tem a causa dos trabalhadores e entende que o trabalho estrutura a posição das pessoas na sociedade. O Bloco defende a centralidade do trabalho mas não a confunde com centralidade sindical. O Bloco não é dono de nenhuma causa ou entidade sindical e entende que uma CGTP mais democrática, forte e independente é boa para os trabalhadores e para a luta social. Ao contrário de outros que fazem blindagem de estatutos de sindicatos – para que mais ninguém possa concorrer – se eternizam em lugares a tempo inteiro e entendem que o sindicato é a correia de transmissão do partido.

O Bloco defende a causa do respeito pelos direitos de todas as pessoas, seja por orientação sexual, género, classe ou etnia. O Bloco defende as causas da paz e da liberdade. O Bloco defende as causas do ambiente e dos direitos dos animais… porque o socialismo só o será se for expressão da libertação e da resolução de todas as contradições sociais.

 

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A mega fraude dos sêlos

TV, jornais, etc., estão cheio de notícias sobre uma grande fraude envolvendo principalmente sêlos e realizada pelo grupo Afinsa, fundado por um português residente em Madrid.
As instalações da empresa foram ocupadas pelas autoridades, os seus bens congelados e por aí adiante.
Resultado todos aqueles que depositaram dinheiro na Afinsa (ou no Fórum Filatélico que é do mesmo grupo) ficaram, para já, sem conseguir recuperar o dinheiro.
Agora as autoridades espanholas vão nomear administradores judiciais para a empresa. Estes administradores serão pagos pelos bens da empresa, isto é, pelos bens dos pequenos investidores que colocaram lá o dinheiro e como, simultaneamente, estes administradores param com os negócios é de prever, pelo menos é o que acontece normalmente, que no fim não sobre nenhum dinheiro para distribuir aos investidores e então diz-se que houve uma grande fraude... mas dos anteriores proprietários da empresa, não dos administradores judiciais que serão uns dos causadores da perca de valor da empresa.
De realçar que também poderiamos falar da mega fraude da banca que empresta a outros o dinheiro que os depositantes colocaram à sua guarda e se se procedesse com qualquer banco como se está a proceder com a Afinsa o banco falia em muito pouco tempo e os depositantes ficavam sem ver sequer a cor do seu dinheiro.

Ver a continuação em Cabalas.

O Raio

5.12.2006

A Liberdade e os nazis em Vila Rei

Sou a favor da liberdade. Da liberdade toda. A liberdade para mim é um valor inalienável. Não troco a liberdade, por nada. Podem-me dar uma boa assistência médica, um bom sistema de ensino, uma boa politica de habitação, um bom emprego, alguns direitos sociais, não me podem é retirar a liberdade.

A liberdade de criticar, de escolher, de protestar, de fazer o que me der na real gana. Vestir-me como quero, calçar-me como me apetecer, usar cabelos curtos ou compridos, usar brincos ou tatuar-me. Quero a liberdade toda. Quero poder dizer não. Quero poder dizer não gosto. Quero poder dizer, o governo é uma merda.

Não quero a liberdade condicionada. Não quero a liberdade com regras. Não quero limites à liberdade. Quero a liberdade toda!

A justiça que tome conta do resto. Do abuso, da ofensa, da liberdade dos outros. A minha liberdade não a quer regulamentada. A minha liberdade quer ser livre e assumir a responsabilidade dos seus actos. Já nos basta a “liberdade” condicionada pela sociedade capitalista. Condicionada pelas regras e os bons costumes da moral cristã. A minha liberdade toda, quer, claro, a paz, o pão, saúde, habitação, para todos, quer como dizia o Sérgio Godinho, a liberdade para mudar e decidir.

A minha liberdade respeita a liberdade dos outros. A minha liberdade, vejam lá, permite a existência de organizações fascistas, o direito de eles se manifestarem, de exprimirem as suas opiniões, apesar de estarem proibidas constitucionalmente. Penso que já temos uma cultura política suficiente, para recusar essas bestas. Não farei contudo, como sugeriu um colega meu, surpreso, com esta minha posição, que para ser consequente, deveria lutar pela alteração da Constituição. Bem uma coisa é tolerar (não gosto nada desta palavra – fica para outra altura a explicação, mas que aqui tem pleno cabimento), outra coisa é fazer alguma coisa que lhes permita esse direito. Só faltavam pedir-me isso.

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A importância da blogosfera, Mário Lino deverá ir ao Parlamento

Depois de uma semana na blogosfera e com fracos reflexos na Comunicação Social, as delarações iberistas de Mário Lino chegaram ao Parlamento.
Ontem o CDS considerou que Tal posição ofende a Constituição da República Portuguesa, põe em causa a soberania do Estado, ofende a nossa História e deprecia a nossa língua e a nossa identidade e vai apresentar um requerimento para que Mário Lino vá explicar-se perante a Primeira Comissão Parlamentar (assuntos constitucionais).
Segundo parece já no Congresso do CDS/PP que decorreu no passado fim-de-semana, Pires de Lima, Telmo Correia, Nuno Melo e Ribeiro e Castro tinham criticado as declarações de Mário Lino.

Ver continuação em Cabalas.

O Raio

As "jotas" e a formatação mental

As facilidades que contemplam os “militantes” do partido dominador, na Madeira, são irrefragáveis, característica que não deverá confinar-se à Região. Aqui, porém, o nepotismo matizado roça a hipérbole, numa vil e pútrida particularidade cuja perpetuação decorre da anuência tácita da sociedade. Amorfa, resignada e fragmentada pelo egotismo, a preocupação com a “vidinha” monopoliza, catalisando a venalidade, eufemismo que, por pudor, quase apeava a justa acerbidade: a prostituição mental é pululante.

In Estranho Estrangeiro

5.11.2006

A actividade sindical, hoje.

A actividade sindical quase não existe, em Portugal. Uns poucos, muito poucos, trabalhadores, de vez em quando, participam em algumas reuniões, nas cada vez menos reuniões, que os sindicatos promovem. Ainda assim, os que participam, na sua maioria, só lá vão, quando se sentem ameaçados nos seus direitos mais fundamentais.

Eu percebo-os.

Assomam sobre eles o medo. O medo das represálias, o medo da pressão, o medo de conotação, o medo de não renovarem o contrato, o medo de perder o emprego.

Predomina, igualmente, a ideia de que estas reuniões não adiantam nada, os discursos são palavreado repetido e de circunstância, reiteradamente ouvidos, sem consequências práticas, cantando vitórias inexistentes ou esboçando perigos iminentes, para por fim, fazerem uma declaração de guerra e serem convocados para jogos políticos de encomenda.

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EURO-MILHÕES PARA UM MAFIOSO

Não há qualquer razão técnica que justifique um projecto desta "grandeza". Apesar de ser a maior do mundo, a potência é irrisória, 11 MW equivale a um parque eólico com 15 aerogeradores ou a um décimo da potência de uma pequena central hidroeléctrica.