4.18.2006
Islão: religião de paz
Nada de mais falso. Não há nada, absolutamente nada no Corão que incite à violência de um muçulmano sobre outro muçulmano.
Orlando Braga
4.17.2006
Texto actual
Orlando Braga
Sermão do Bom Ladrão
joaosevivas
Depois de escrever reparei que uma vez mais foi tudo para um blogue chamado Canto Aberto.
Estou de saída para o Porto e não tenho tempo de fazer outro.
Vou a pensar em vós. Um abraço
joaosevivas
Frase do dia: Vamos fazer greve à tristeza
Neste dia tem início na Universidade de Coimbra a chamada crise académica de 1969
em que huove protestos, manifestações e greves contra a política fascista de Marcelo Caetano
alfinetada: Nesta operação rodoviária Páscoa, fiscalização intensíssima dos GNRS nas estradas e em que em poucos dias houve, uma vez mais e em situações similares, mais de 8oo acidentes, muitas vidas ceifadas, por favor tirem os GNRs das estradas.
Poema do dia :
É na sombra que melhor te vejo
Quando o sol me encobre as coisas
E deixa soltos os raios do teu olhar
É aí sem tempo e sem lugar
Aonde os lírios crescem sem invernos nem maios
Aonde estás repartida nas mulheres que eu beijo
Que eu te sinto inteira
Sensual e verdadeira
Mulher palavra, luz, carne, mãe e amante
Mulher sem estado, livre emoção e ser
Mulher vida e meu querer incessante
Meu bem e meu mal, minha paixão e meu viver
O domínio .eu
(mais uma barraca da União Europeia)
A União Europeia, após uma data de tempo a estudar o assunto, acaba de lançar o domínio .eu. A ideia seria a de criar um novo domínio, para a Europa, tão ou mais importante do que o .com.Depois de uma data de tempo a estudar o assuntó, aleluia, já temos o domínio .eu.
Só é pena que esteja a dar barraca e barraca forte.
Ver em Cabalas.
Voracidade e asfixia
In Estranho Estrangeiro
4.16.2006
4.15.2006
Um poema por dia de Alfredo Reguengo (IV)
Conquista
A janela
tem
grades;
a porta
tem guarda;
o mundo que me dão
contam-se aos passos...
– E eu sou
cada vez mais livre!...
Alfredo Reguengo
4.14.2006
O futebol e o entendimento humano
Henrique Sousa
Jesus era budista
Existem relatos escritos que fundamentam a teoria de que Jesus passou anos no norte da actual Índia, na companhia de monges budistas e compartilhando a vida dos mosteiros. O que vou contar a seguir foi documentado, embora sempre omisso pela ICAR, por razoes óbvias.
Orlando Braga
Um poema por dia de Alfredo Reguengo (III)
Em 19 de Janeiro de 1973, com o poema Dístico, Alfredo Reguengo, parece querer fazer um balanço da sua vida. É uma linguagem em linha recta. Toda a sua linha poética tinha essa matriz, ser percebido por todos. Nas suas próprias palavras, ele foi uma "voz que se ergueu/ e que falou/ falou sempre/ como sabia/ em voz alta e de maneira que todos percebessem". Era assim Alfredo Reguengo, uma pessoa culta que não fazia da poesia ou literatura um modo de vida, mas era a sua vida. Sempre ao lado dos mais sofridos e da liberdade. Este poema transporta alguma desilusão, depois da "prometida" primavera marcelista. É um desabafo de quem sempre lutou, sem nunca ter pedido "nada/ que pudesse/ fazer grande/ ou pequeno/ isto que sou".
Dístico
Eu quero lá saber
se, um dia,
alguém
há-de achar bom,
ou mau,
isto que fiz
e há-de deitar,
ou luz
ou lama,
sobre o meu nome
esquecido!...
4.13.2006
Significados da vitória na luta de França
A vitória da luta contra o Contrato Primeiro Emprego, na França, tem um enorme valor político. É verdade que a França tem tradição de cidadania e luta social. No entanto, a luta contra o CPE trouxe para a rua trabalhadores e estudantes, gerações diferentes, sindicatos, movimentos sociais e partidos políticos.
A participação da juventude foi assinalável. As manobras organizadas pela polícia, que infiltra elementos violentos para causar distúrbios, aliadas aos grupos que entendem que a revolução se faz da violência gratuita e sectária ficaram politicamente isoladas, apesar da mediatização das imagens. A reacção da direita que proclamou o direito a ir às aulas não passou de escassas centenas de pessoas que se juntaram meia dúzia de vezes.
A demagogia de que a precariedade e o despedimento arbitrário é que criam postos de trabalho ficou reduzida a cinzas com as manifestações de centenas de milhares e milhões de pessoas. É a argumentação neoliberal que, em nome da competitividade e da modernidade, acusa os trabalhadores de serem os responsáveis pelo desemprego pois recusam-se a trabalhar por salários diminutos e sem direitos.
joaosevivas
Frase do dia: Um peito aberto é um cais de partidas e chegadas e só o mar permanece
Neste dia : Em 1992 o Palácio de Buckingham anuncia que a princesa Ana deu início ao processo de divórcio do capitão Mark Philips, seu marido há 18 anos de de quem estava separada há 2 anos
alfinetada: assumir é uma palavra cheia de raízes, vêm de trás da educação por vezes má mas é um processo de amadurecimento
Poema do dia:
Dois passos
São mais do que dois passos
Um abraço
É muito mais do que um abraço
Um beijo é um beijo
Sempre terno, sempre desejo
Um lugar é um espaço
Pode ser livre, pode ser liberdade
Pode ser
Tudo o que quiseros
Um tempo é um só tempo
Passageiro, leve e preregrino
A ave tem os seus braços
As nuvens as suas lágrimas
E o céu a sua voz
O som, o cheiro
E os teus olhos
São a minha vida
E tudo isto é o meu destino
joaosevivas
Frase do dia: Tudo pode acontecer quando abrimos o peito
Neste dia em 1846 é inaugurado o Teatro Nacional D Maria II A peça então representada foi o Magriço e os Doze de Inglaterra da autoria de Jacinto Aguiar de Loureiro.
Poema do dia:
Imagina o tempo como um fruto
Nasce, cresce compassadamente
E as suas sementes tornam a crescer
Imagina agora uma velocidade imensa
E a semente a dar semente e o fruto é o sonho
Agora pensa em ti que trazes e levas
E nem dás conta de viver
Existem formas, palavras, necessidades
A essência é o infinito sem tempo
Simultâneo à vida aonda não há contradições
Todos vivemos sempre e mesmo a dormir estamos vivos
O amor é próprio movimento, passaporte para a eternidade
Entre tábuas vão as vestes, a flor está noutro campo
O movimento é a negação do tempo
Como a vida da morte
Na circunferência do ser a serpente vive da cauda
E o saber é saber estar vivo
As mãos são precisas são as maiores oficinas, a maior religião
O tempo meu irmão?
É uma invenção da carne
Casamento homosexual e poligamia

Aparentemente o casamento homosexual está na moda. Qualquer cidadão bem pensante tem de ser a favor da legalização do casamento homosexual a menos que se queira arriscar a ser acusado de homofobia e outras coisas que tal.
Claro que conheço todos os argumentos a favor do casamento homosexual e, o que me faz alguma confusão é de que se limite as alterações legislativas ao casamento homosexual pois todos os argumentos a favor do casamento homosexual também se aplicam à poligamia (casamento de um homem com várias mulheres) e à poliandria (casamento de uma mulher com vários homens) e também à NxM-gamia, casamento de vários homens com várias mulheres.
Ver continuação em Cabalas.
O Raio
4.12.2006
Um poema por dia de Alfredo Reguengo ( I )
O meu relógio não é um moinho a engolir as horas
-as horas que já foram
e que são.
-Não!
O meu relógio trabalha como os outros,
mas só tem uma hora
-a hora que há-de vir!...
Alfredo Reguengo
A partir de hoje e até ao 25 de Abril, irei publicar um poema por dia de Alfredo Reguengo, do livro “Poemas da Resistência” que me foi oferecido gentilmente pelo Sr. Presidente da Junta de Freguesia da Meadela, a quem Alfredo Reguengo legou toda a sua biblioteca pessoal. Este livro atravessa o período entre 1937 e Abril de 1974. Não conheci Alfredo Reguengo, pessoalmente. Retenho apenas uma muita vaga ideia dele, julgo que tinha um pequeno comércio de mercearia, ou sapataria, na rua Gago Coutinho, em Viana do Castelo. Não tenho a certeza pelo que esta informação vai com todas as reservas. Mas aquela figura esguia, simpática, mas, intensamente, introspectiva, não me deve enganar.
[1] Alfredo Reguengo era um homem, atento à actualidade e preocupado. O seu primeiro livro, “Poema dos 20 anos”, foi publicado muito cedo e o primeiro bloco de poemas da resistência, sob o pseudónimo de Julião Ricardo, foi composto entre 1937 e 1941, no período mais duro da repressão Salazarista e após a vitória franquista, na guerra civil da vizinha Espanha e no melhor período do III Reich.
A vitória da estupidez sobre o folclore
Eu, que até me considero de esquerda, não tive nenhuma alegria com esta vitória do Prodi. No fundo é trocar o folclore pela estupidez, mais nada.
Ver continuação em Cabalas.
O Raio
A mulher italiana e o colapso do mito
In Estranho Estrangeiro
4.11.2006
A terrível Matemática
UM “REQUIEM” EUROPEU.
Após duas guerras mundiais, das quais apenas resultaram a destruição, o empobrecimento e o atraso, a Europa lançou-se no pós-guerra eivada de optimismo e boas perspectivas: O “baby boom” garantia uma normal e equilibrada substituição geracional, o dinheiro do plano Marshall fornecia os meios necessários à reconstrução e a miséria fornecia uma mão-de-obra ávida de trabalho e altamente produtiva.
Continuar a ler no Velho da Montanha.
4.10.2006
280 aD
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Um documento conhecido por Evangelho segundo Judas Iscariote está, comprovadamente já, após datação pelo carbono 14, investido de autenticidade que ninguém põe em causa.
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...................... SEGUE em O Sítio do Ruvasa
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Efeméride: A batalha de La Lys
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Efectivamente, Em 9 de Abril de 1918, na região da Flandres, sector de Ypres a batalha de La Lys que pôs frente a frente a 2ª divisão do Corpo Expedicionário Português, em França, na I Grande Guerra Mundial, num total de 20.000 homens, que o general Gomes da Costa comandava, e 4 divisões do 6º Exército alemão, com 50.000 militares, comandados pelo general Ferdinand Von Quast.
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......................... SEGUE em O Sítio do Ruvasa
Estupidez e estatísticas de consumo de alcool
Por vezes fico deprimido ao ver a imensa estupidez que corre pela nossa Comunicação Social. A minha dúvida é se é estupidez ou orientações superiores (de quem não sei) que levam muitos jornalistas a preferirem passar por estupidos a sofrerem consequências negativas nas suas carreiras profissionais.Vem isto tudo a propósito de uma alarmante notícia do Diário de Notícias que também foi veículada por outros órgãos de Comunicação Social, nomeadamente pela SIC.
A notícia é de que cada português consome em média 115 litros de alcool por ano e que Portugal está em sétimo lugar no mundo em consumo per capita de alcool.
Ver a continuação em Cabalas.
O Raio
Gratidão
In Estranho Estrangeiro
4.09.2006
Os merdia e o dinheiro
Angola é nossa!..
Os dirigentes angolanos são, seguramente dos mais corruptos, cleptómanos e repugnantes do mundo. O presidente, José Eduardo dos Santos é um dos homens mais ricos do mundo. O povo angolano, esse vive na mais extrema pobreza. Angola é saqueada pelos antigos guerrilheiros que hoje detém um poder não democrático. Simplesmente inacreditável.
As empresas que se instalam ou instalaram em Angola “obrigam-se” a gramar uma parceria com a família Santos. Com a filha Isabel Santos não há negócios para ninguém, se não tiver posição societária no negócio que se adivinha seguro. O pai controla à distância. O presidente não se envolve directamente.
Angola é um mercado apetecível para os negócios e para os sanguessugas. É rico em recursos naturais. Há um grande mercado para explorar em todos os sectores do negócio. O mais apetecível será o da exploração do petróleo, os diamantes, a restauração, a construção civil, a banca, entre muitos outros.
Os nossos empresários, sempre muito pródigos em afirmarem a dispensabilidade do Estado, desta vez, precisaram da boleia dos políticos e lá foi um terço do nosso produto interno bruto, numa passeata bem comida e bem regada, à procura do seu quinhão na pilhagem, a Angola.
O Euro visto da década de 90...
Encontrei várias citações do Prof. João Ferreira do Amaral, Professor Catedrático do ISE, citações estas proferidas ainda antes da adesão de Portugal à União Monetária (isto é, ao Euro).Estas citações, algumas já com dez anos, podem-se considerar premonitórias pois antevêem muitos dos problemas com que lidamos actualmente.
Pode-se dizer que a adesão ao Euro foi, no mínimo, uma aposta extremamente arriscada e que, como já na altura se podia vislumbrar, com resultados funestos.
Ver as citações em Cabalas.
O Raio
Laocoonte ou o silenciamento da voz da precaução
O episódio do cavalo de Tróia, a que se refere Homero na Ilíada, conta que, quando do cerco de Tróia, Laocoonte, sacerdote do deus Apolo, pressentiu o perigo que o cavalo de madeira que os gregos construíram e deixaram abandonado no campo fronteiro às muralhas de Tróia, opôs-se à ideia de o levar para o interior da cidade....
............................ SEGUE em O Sítio do Ruvasa
...
Um texto premonitório
Vale a pena lêr o texto que aqui se transcreve e que descreve com muita precisão a situação actual. Sublinhe-se que este texto tem pelo menos oito anos e, sublinhe-se também, de que na altura a propaganda oficial referia-se ao euro com a maravilha das maravilhas que iría promover o emprego, o desenvolvimento, etc.
O texto é o seguinte:
3. A moeda única vai promover o crescimento económico e o emprego em Portugal?
Ver a continuação em Cabalas.
O Raio
O Estado e o negócio das falências
A empresa Panibel, Panificadora Unida de Belém, vai ser encerrada devido a uma dívida à Segurança Social e ao fisco superior a 1,6 milhões de euros, relata o “Diário de Notícias”. Ainda segundo o mesmo jornal, “em causa está o prazo de oito dias colocado pela Segurança Social para que a Panibel pague as tranches em atraso da dívida aquele sistema”. Mais 130 trabalhadores têm o desemprego como futuro.
Este exemplo de falência, ou encerramento, imposto pela Segurança Social soma-se a outros em que o Estado toma a mesma opção. Todos sabemos que a gestão danosa, o acto de fugir aos impostos e ao pagamento da segurança social – muitas vezes de dinheiro já descontado aos trabalhadores – é uma prática que o poder tem facilitado
Não sei se é o caso da Panibel, mas todos sabemos a burguesia que temos. Uma burguesia culturalmente pobre, ideologicamente reaccionária e conservadora face à novidade e à modernidade, uma burguesia que prefere a exploração desenfreada e maciça à inovação tecnológica. Uma burguesia que parasita o Estado.
Mas importa começarmos a questionar o papel do Estado na economia. O Estado é apenas mais um agente de mercado que funciona segunda as regras simples de mercado? O Estado não tem que proteger o emprego e responsabilizar mais os gestores e patrões pela gestão das empresas – inclusive com seu património pessoal? O Estado não tem que fazer escolhas? É-lhe totalmente indiferente que centenas de trabalhadores sejam continuamente despedidas, provocando um aumento de desemprego, pobreza e miséria social?
4.08.2006
Tanta gente sem casa e tanta casa para viver
Segundo o jornal Expresso de hoje, há um excedente de mais de 100 mil casas do que a procura e no entanto todos os dias se vêem novas habitações a erguer, acrescentando mais uns milhares a esse número extraordinário, de casas desocupadas.
Os preços da casa continuam, não obstante essa desproporcionalidade, a preços muito elevados e a não baixar, o que desafia uma regra elementar da economia, de os preços tenderem a baixar, quando a oferta é superior à procura.
Muita gente, nos dia de hoje, recorre à compra de casa por empréstimo bancário, com prazos alargados endividando-se fortemente, durante vinte, trinta e quarenta ou mais anos, à custa de uma diminuição da sua qualidade de vida, para poder suportar esses encargos.
Entretanto muitas famílias vivem em casas alugadas, em situações deploráveis, sem o mínimo de condições, e em alguns casos a pagar rendas de valor insuportável. Outras, ainda pior, vivem em barracas ou na rua e sem perspectivas de futuro e sem o mínimo de dignidade.
O país precisa de uma correcta politica de habitação e de habitação social e também de arrendamento, que permita a todos ter uma casa, com as condições exigíveis de dignidade e de bem-estar, em ordem a um desenvolvimento são e harmonioso em linha, com uma vida integrado em sociedade.
As pessoas denotam e com alguma razão, uma grande crise de confiança, em tudo o que diz respeito ao país; nos nossos governantes, dirigentes políticos, nas nossas elites, empresários, neles próprios. As situações não mudam ou mudam pouco. Cada vez há mais ricos e também há mais pobres. A crise económica, a corrupção, não acaba e parece que cresce sempre.
Ocorre-me acrescentar o que disse o arquitecto José Pulido Valente há pouco tempo:
Museu Colecção Berardo de Arte Moderna e Contemporânea
White Aphrodisiac Telephone 1936 - Salvador Dali
O acordo entre o madeirense Joe Berardo e o Governo é um verdadeiro alívio! Se uma das mais extensas colecções de arte existentes em Portugal rumasse, por exemplo, para França iria empobrecer, e muito, o nosso património de arte. A criação do Museu Colecção Berardo de Arte Moderna e Contemporânea no Centro Cultural de Belém (CCB) é, assim, uma boa notícia.
Continua
O mne do nosso contentamento...

Constituiu interessante estudo dos vários modos de encarar factos incontroversos da vida política nacional, o pequeno inquérito que fizemos, no sentido de saber se, como ministro dos negócios estrangeiros, Freitas do Amaral, é...
........................ SEGUE em O Sítio do Ruvasa
...
4.07.2006
Berlusconi: mácula e objecto de estudo

(...) Nos dias que antecederam o regresso a Portugal, cruzei-me, nas páginas do Gazzetta dello Sport, com a imagem que encima este texto. Límpido exemplo da perspicuidade de Berlusconi e caudatários, conscientes dos benefícios que a imbricação entre o futebol e a política poderão acarretar. Mesmo aqueles que promovem a concomitância entre a repulsa por Berlusconi e o amor pelo AC Milan são atingidos pela nostalgia. Um amigo, portador das características referidas, suspirou e recordou a “grande equipa daqueles anos míticos”, liderada, na bancada, por Berlusconi, e no campo por Van Basten e outras transcendências dos relvados. Outros, mais permeáveis, poderão proferir as mesmas palavras e contemplar Berlusconi com o voto emocional. Apesar de Berlusconi adulterar as regras democráticas, a sua actividade propagandística deverá merecer a atenção da Sociologia e da Ciência Política. Sócrates é, comparado com o primeiro-ministro italiano, um debutante na arte da propaganda. (...)
In Estranho Estrangeiro
Não precisamos de provas: temos consciência!
Orlando Braga
Com a OPA da PT perde o interesse público, os consumidores e os trabalhadores da empresa
- Passa a haver menos um concorrente na rede móvel, sem a Optimus.
- Passa a haver menos um concorrente na rede fixa de cobre, sem a Novis.
- O Estado deixa de receber de IRC nos próximos 12 anos, 3 mil milhões de euros.
- O Estado perde também o controle estratégico sobre um sector estratégico.
- O País vê a sua maior empresa desmembrada e a sua componente internacional vendida.
- Com a aquisição da PT, prevêem-se serem dispensados 4 mil funcionários da PT e da Sonaecom.
- Com o Fundo de Pensões da PT e dos trabalhadores desprovidos de 2600 milhões de euros e a Sonaecom a não querer falar sobre o assunto, não ficam garantidas as reformas e coberto o buraco financeiro.
- A continuidade da Associação de Cuidados de Saúde dos trabalhadores está posta em causa.
- A Sonaecom há uma dúzia de anos nas comunicações, tem-se revelado incompetente no sector.
- A Sonaecom, com esta operação pode vir a não gastar um cêntimo; com a venda de activos no Brasil, a venda da rede fixa de cabo, a venda da VIVO no Brasil, a fusão das redes móveis, as mais valias geradas, os impostos que deixa de pagar ao estado, por via do empréstimo bancário, a aquisição de apenas 50% mais uma acção.
- O Sonaecom, com a amortização dos empréstimos e dos juros, fica sem "pulso" financeiro para avançar com novos investimentos nos próximos anos e apostar no investimento. A PTSI pioneira em investigação fica em perigo.
Por isso esta OPA tem de ser derrotada. O Bloco de Esquerda vai apresentar um projecto de lei na AR que pretende “limitar as vantagens fiscais das empresas ofertantes e dos beneficiários em mais-valias nas Ofertas Públicas de Aquisição (OPA).”
Ver resto aqui
4.06.2006
Leitura recomendada
Orlando Braga
A Madeira e o despotismo pestilento
In Estranho Estrangeiro
joaosevivas
Neste dia em 1327 numa igreja em Avinhão Petrarca vê de relance a sua amada Laura a quem o poeta escreveria mais de 300 sonetos e outros poemas
Alfinetada: Globalizam as nações, os interesses, o ensino e não há meio de globalizarem os marginalizados, a fome e a miséria; a fortuna de uma só família daria para alimentar um continente mas a globalização cheira a petróleo para encandear os mais pobres.
Poema do dia:
Que bem me sabia um caldo
Feito por ti ou na tua companhia
Um bocado de broa das tuas mãos
Ou ver-te comer ao meu lado
De couves, feijão e cebola
A fumegar e a durar
Um copo de vinho e de conversa
Talvez um casal, talvez
De mãos entrelaçadas
E de palavras
Que bom seria, que bom
Ouvir a chuva a cantar
Lá fora, que dentro
Dentro estamos nós
Ouvia as tuas queixas, ouvia
Mastigava o sabor
E saboreava, saboreava
Informação geral
Vivam
Não sei porque razão, o meu endereço de email no gmail (orlando.braga@gmail.com ) voltou a estar acessível. Contudo, em caso de problemas, sempre poderão enviar as vossas mensagens para outro email: orlando.d.braga@gmail.com
Abreijos
Orlando Braga
4.05.2006
Regionalização, Algarve, Sevilha e União Europeia

No meu último artigo sobre regionalização e União Europeia, um dos leitores, Sérgio que diz ser algarvio comenta o seguinte:
Eu como Algarvio começo a pensar que seria mesmo melhor o Algarve preferir a Andaluzia nas suas relações económicas e políticas do que continuar pendurado na ponta de uma corda que está atada em Lisboa. Regionalizasse para que Portugal possa evoluir mais um bocado. Foi isso que a Espanha fez. Tantos anos de centralismo em Portugal deu no que está à vista. Portugal pouco mais é do que Lisboa.
Este comentário espanta-me.
Ver a continuação em Cabalas.
O Raio
4.04.2006
Os criticos de merda
Alguns blogues, algumas pessoas, alguns comentadores irritam-me solenemente. Leio-os ou ouço-os e fico mal disposto. Fico angustiado e desiludido. Nem sei porque volto lá. Às vezes, chego a pensar que gosto de sofrer e não é verdade.
Um dia destes, fecho-me no meu cantinho. Só leio o que gosto, só ouço quem me interessa, não entro em polémica, não emito opinião. Estou farto desta "gentinha". Eu gosto do contraditório, do debate, da polémica, da discussão, de ouvir e ler opiniões contrárias às minhas. Sou um crédulo, acredito, nas pessoas. Em regra, vejo as posições diferentes das minhas, apenas e só como outra forma de ver as coisas. Não costumo fazer juízos precipitados, ou radicais sobre quem pensa, divergentemente de mim. Digamos que tenho uma grande abertura às diferentes opiniões. Muitos me dizem, “não vale a pena, deixa, estás a chatear-te para quê.” Tenho que lhes dar razão! Eu é que sou um lunático. Um ingénuo. Tenho a mania de que é tudo gente boa e que estão apenas enganados. Nunca mais aprendo. Há pessoas mesmo más, mesquinhas, nojentas. Pessoas que não merecem o mínimo respeito e consideração. São oportunistas, chico-espertos, traidores, pessoas "pequenas". São uns bardamerdas, enfim.
Hoje não estou muito bem. Li coisas incompreensíveis. Porque fazem ataques descabelados, excessivos, estultos, a posições que concordo. Tipo cão raivoso. Nada disto era grave se não fosse dito de um modo muito agressivo, colérico, desrespeitoso, misturando tudo e dizendo muito mal.
Atacam pessoas e partidos. Esquecem-se de que, nos casos a que me refiro, estão a falar de pessoas sérias, de pessoas empenhadas, de pessoas combativas, mas que são políticos. Não compreendo, não aceito, esta tendência para a crítica bruta de quem não sabe fazer outra coisa na vida, de que dizer mal, dos “outros”. Há tempos escrevi uma crónica sobre isto e não me vou repetir.
E ainda ontem estava tão bem, merda, depois de um encontro, de trabalhadores da PT, simpatizantes do Bloco, com Francisco Louçã que quis conhecer, humildemente, a nossa opinião sobre a Opa e partilhar connosco a sua posição e um estudo que fez sobre a matéria. Alguns de nós andamos cerca de mil quilómetros para estarmos presentes. Pagamos a viagem, a refeição, uns gastaram um dia de férias. Não é uma queixa, ninguém nos obriga a nada. Mas algum respeito por quem, se interessa, por quem luta contra a injustiça, pela defesa dos seus e dos outros, direitos, por quem quer mudar alguma coisa no país por uma sociedade mais justa e distributiva, não ficaria mal.
Não há pachorra. Começo a ficar farto desta gentinha. Não há sítio neste Portugal dos pequeninos onde o desporto favorito não seja dizer mal.
joaosevivas
Frase do dia: Hoje vai ser o dia mais importante das nossas vidas
Neste dia foi criada a Nato em 1949 e em 1850 é fundada Los Angeles até então povoação desordeira
Poema do dia:
Sou este marinheiro
Que embarca primeiro
No doce rio dos teus olhos
Em todos os músculos do sol
Em todos os cheiros da cor
Eu naufrago em ti
Em todos os lemes, velas e cordas
Em todos os ventos, correntes e tempestades
Eu naufrago em ti
Eu sou este marinheiro
Que navega em ti
4.03.2006
O meu mundo assim.
Primeiro.
Os senhores do poder convidaram-me e levaram-me em luxuosos carros de visita a bibliotecas, museus, templos e monumentos do meu país. Aí pude apreciar a beleza da música, da dança, da pintura, da escultura, da literatura, do teatro e do cinema, obras de tantos artistas, homens e mulheres que contribuíram com o seu saber e a sua arte para enriquecer o meu país. Gostei.
Segundo.
Os senhores do poder mostraram-me grandes avenidas, enormes estátuas, as maiores praças e os mais faustosos palácios da cidade onde vivem os Presidentes, os Generais e os Cardeais todos do meu país. Também gostei.
Terceiro.
Estava um sol radiante, e os senhores do poder quiseram que os acompanhasse à beira mar para ver uma infinidade de iates para recreio, barcos que são autênticos palacetes no mar, cruzeiros e outras embarcações de luxo para gozo de férias dos senhores do poder do meu país.
Quarto.
Do outro lado da praia, vi outros palácios bordados a ouro e a prata e rodeados de magníficos lagos de água e majestosos jardins onde vivem os senhores do poder, os banqueiros e os bem sucedidos empresários do meu país. Até aí tudo era beleza, esplendor, luxo, exuberância e riqueza no meu país. Confesso que fiquei maravilhado.
Quinto.
Nesse dia, interroguei os senhores do poder do meu país. Assim: - Afinal, se viveis tão bem instalados, cheios de ouro e prata, e rodeados de tanta beleza e tanta maravilha, porque razão fazeis a guerra e com ela destruis centenas de cidades e milhões de seres humanos?
Logo me apercebi que os senhores do poder ficaram muito inquietos e muito irritados comigo. Paciência... era eu que desconhecia a ingenuidade ou a provocação da minha pergunta.
De seguida, pedi aos senhores do poder que me mostrassem as ruas e os bairros onde mora o povo do meu país. De repente, os guardas do poder taparam-me os olhos e esconderam-me no deserto onde não podia ver nada nem falar para ninguém. Não gostei. Contudo, penso que era eu ainda demasiado ingénuo para desconhecer a provocação do meu pedido.
Como se manifestam os complexos
Lobby gay vira mais à direita
Orlando Braga
joaosevivas
Frase do dia: Confiar é amar para além da esperança
Neste dia em 1992 houve a integração do escudo no Sistema Monetário Europeu
Poema do dia:
Cansado de nada fazer e tudo inventar
Amarro o barco
Vou para o cais ver as gaivotas
Desafiadoras dizem-me que não há tempestades
Uma taberna pega-me na mão e dá-me um copo
A cheirar a maresia engulo duas pataniscas
É o anzol que me chama
Para onde vou? Não sei
Disforme tudo me sai dos olhos
Eu não caibo em mim
Tiro o lápis e o quadriculado secos de sal
Enquanto pouso a boina
Companheira antiga que me lê o suor
Escrevo e as palavras navegam sem destino
Deixai-as correr como as gaivotas sem praia
Olho o vento e o meu barco é um banco
Mais sábio do que eu
E sigo como sempre a olhar as letras como estrelas
De um céu que não é meu
Entram e saem cometas, bússolas, gente
E no meu canto encontro alguma paz
Quero esquecer, esquecer-me
Ser um peixe, uma pedra, um barco, uma rede
É difícil estar aqui
O meu lugar não sei onde é
Se calhar entre as ondas
E bebo mais dois copos de sede
As gaivotas gritam, o mar agita, o vento sopra
O meu barco chama por mim
Quer enfrentar, o doido, quer enfrentar
O quê? Não sei
Caem do céu, vêm do mar e dos meus olhos bátegas de vida
E eu vou desamarrar o barco e morrer com ele em qualquer porto
O mesmo lápis, o mesmo quadriculado
E o mar nem me viu
Recolhi-me no barco em silêncio
Mais âncora, mais fundo e temi o vento
Abri todas as garrafas e bebi o sabor e o cheiro
Desse mar que me vencia
Em gotas de águas que rasgavam as velas
Do belliche dos meus olhos subi a custo
Entre vagas traidas que me culpavam
Os braços seguiam à frente e
Na boca beijava a doçura de outras águas
Cobri os lábios de dentes e subi ao leme
Às voltas entre cores de sonho
Agarrei-me a abri o peito
Onde todas as letras se afogavam
O sentido, a leitura da vida era outra
Temi repetir o que antes me enganara
Olhei o barco de gasta madeira
E os dedos os mesmos, mas o mar estava ali
Salpicava-me mordia-me e as ondas
Cobriam-me, desnudavam-me
Nada era igual
Prendi nas mãos todas as estrelas
E corri à terra, a essa praia onde
As gaivotas fiolosofavam a minha loucura
Algumas vezes caí outras tantas me ergui enquanto esquecia
Aquele canto, aquele canto e bebia
Atordoado e vivo
Saboreava a companhia do mar
Do barco, da sondas, do vento e da chuva
Da boina e das mãos que abriam
A mesma página da vida
Cogitação deliciosa
| Uma das poucas jogadas políticas inteligentes (terá sido de sua iniciativa?) de GW Bush foi pôr a Condi na Secretaria de Estado americana. Negra e mulher, oriunda de uma família pobre de Alabama, só lhe falta ser lésbica para desarmar completamente a esquerda “moderna”. | |||
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4.02.2006
Freitas strikes again

O ministro dos negócios estrangeiros do actual governo português deu mais uma entrevista.
Meu Deus! Como ele gosta de falar quando avista um microfone a jeito! Fala que se desunha. E, claro, sabe-se o que invariavelmente acontece a quem sofre de incontinência verbal. Diz o que deve e, quase sempre também, o que não deve, quantas vezes nem se apercebendo de que o fez. Deve ser problema resultante do barulho das luzes e do encandeamento dos flashes.
................. SEGUE em O Sítio do Ruvasa
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Mentirosos...
É sabido que os pescadores têm fama de serem uns grandes mentirosos... cada pescador pescou sempre um peixe maior do que o do vizinho.Mas a fama de mentirosos dos pescadores está a ser ultrapassada pela dos políticos pró integração europeia.
Ver a continuação em Cabalas.
O Raio
4.01.2006
Imigração para que te quero!
Quem me conhece sabe que cada vez sei menos de Portugal e mais da América Latina. Quem me conhece sabe também que eu gosto de estar onde está a Revolução e “...revolução não quer dizer guerra, mas sim paz: não quer dizer licença, mas sim ordem, ordem verdadeira pela verdadeira liberdade...” parafraseando Antero de Quental.
E com o devido respeito pelos habitantes do resto do Mundo amorfo, esta Revolução está a ser feita pelo povo latino-americano.
Por isso, mais do que as manifestações de França, tenho acompanhado as manifestações nos EUA contra a proposta de lei de imigração que estava a ser discutida no Senado. Somente foram as maiores manifestações a que os EUA assistiram desde a Guerra do Vietname.
Mas isto para concluir, que a ideia que muitos nos vendiam de que a política de imigração dos EUA, era uma política de primeiro mundo, rebuscada, em que ninguém escapava ao processo rígido de legalização e que não havia permissividade para os indocumentados, caiu por terra.
Tratam-se de onze a doze milhões de imigrantes, a maioria deles hispânicos. E foram estes (com excepção dos Filhos Putativos dos EUA, vulgo cubanos de Miami) que saíram às ruas.
Como se vê até este problema está globalizado. Não é exclusivo dos emigrantes portugueses no Canadá, onde o (des)governo português saiu a correr em defesa dos mesmos dada a injustiça da medida, mas na mesma semana pratica actos semelhantes dentro da sua própria casa.
Sem querer analisar a adequação ou justiça da lei de imigração portuguesa, podemos afirmar que a mesma está estruturada para que situações de indocumentados (para não lhes chamar ilegais ou criminosos, que me choca!) não existam…pelos menos nas proporções a que assistimos.
