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4.01.2007

opinião

Quando leio a obra de Fernando Pessoa (& companhia), leio-a sempre com a lupa deste poema. E por isso declaro (quiçá tremendamente enganado) que tudo o que Fernando Pessoa foi, pensou ou sentiu, viveu ou quereria ter vivido, está na sua obra. Não direi, como ele disse de Sá-Carneiro, "Mário de Sá-Carneiro não teve vida, teve só obra. O que disse foi o que viveu.", no entanto, diria, O que disse foi o que viveu, ou o que gostaria de ter vivido. Se alguma relação houver entre o homem e a obra, este poema é (na minha opinião) a chave dessa relação!
Quem reparar na data em que foi escrito o poema, verá que faz hoje 76 anos...

CONTINUA...

3.29.2007

a sair brevemente...

tenho medo de fazer amor contigo, sabes
não por medo da morte
da destruição, da terra molhada, ou
das longas separações, sentes demasiado pouco


(Brane Mozetič, tradução de Jasmina Markič)


Continua em André Benjamim.