Juntamente com estas últimas eleições presidênciais ocorreram na Califórnia vários referendos.Um deles, a proposta oito, pretendia colocar na Constituição do Estado da Califórnia a proibição do casamento homosexual.
Ver continuação em Cabalas.
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Juntamente com estas últimas eleições presidênciais ocorreram na Califórnia vários referendos.
Saigão cai. E com ela uma aventura voluntarista e sangrenta, que gabinetes alcatifados engendraram.Dizia ontem o P.C.S. que não estamos mais que a viver uma concretização do imaginário do Hieronymus Bosch.
(E - como muitas vezes - tinha razão.)
Saltam por todos os orifícios de uma imprensa embuchada e atada pela boca as noticietas da perturbação de funcionamento em escolas de todo o País, às mãos de miúdos que se manifestam contra as malfeitorias regulamentares do Ministério da Educação e sua timoneira.
...Fala-se de Estoril, Camarate, Chamusca, Alvaiázere, Oliveira do Hospital, Damaia, Amadora, Felgueiras, Lousada, Viana do Castelo, Montemor-o-Novo, Miranda do Corvo, Portimão, Fafe, Leiria, Alcobaça e mais algumas que apareçam.
Agora ou logo, hoje ou amanhã.
O que é certo é que nos está a passar a vida frente aos olhos sem aparente escândalo da nossa parte.
...E é então que surge o General Loureiro dos Santos a alertar o Poder instituído para "o desespero que se está a apoderar de alguns militares". A alertar para "a possibilidade de algumas atitudes que podem pôr em causa a democracia portuguesa".

Acaba de abrir o 4º Salão Erótico de Lisboa.Sempre achei muuuuuuuito conveniente aquela "aliança" PS-BE na Câmara Municipal de Lisboa.
(Sou o último à face da terra que pode - como tese - escrever contra entendimentos partidários de gestão - pelos magníficos resultados que atesto que podem daí resultar - mas há coisas mesmo muuuuito giras.)
Após uma eleição autárquica intercalar que não correreu tão bem assim ao PS quanto os festejos finais fariam crer - é certo que afastaram Carmona Rodrigues; é certo que apagaram do mapa o candidato-de-papel Fernando Negrão; é certo que o PCP-CDU foi prescindido - foi necessário arranjar um complemento vitamínico para o arranque do executivo acabado de mandatar.
O testemunho recebido era pesado, a intenção - como se vê hoje - não era bem bem revolucionar o funcionamento da edilidade num mini-mandato politicamente intimidador e havia que criar condições de... gestão. Mera gestão.
E que melhor solução para garantir esta paz?
Comprar ao preço do mercado o maior eventual foco de formigueiro político, Sá Fernandes, que é como quem diz: o Bloco de Esquerda.
(...Que por "formigueiro" se entende "não-parar-quieto-sempre-a-melgar" e não forçosamente "não-parar-de-observar-pertinente-e-construtivamente-lacunas-e-propor-soluções-alternativas"!)
"- Toma lá o Ambiente, os Espaços Verdes, o Plano Verde e vê se te calas..."
"- Ó soudoutor, pulamordedeus, obrigadinho."
- Continua no Pedro_Nunes_no_Mundo -
Ao que se diz é uma alegoria sobre a cegueira.
Sobre ficarmos todos cegos (...ou quase). E sobre o que lhe sobrevém.
(Deve ser muito giro...)
E ao que parece já levantou celeuma.
[Acabaram há uns tempos os Paralímpicos de Pequim e já se pode fazer um retrato actualizado da China, aliviado da mediatização e propaganda a que estivemos maciçamente sujeitos - o que ajuda, todavia, ao esboço da retratada.]
Um exemplo de como nada - nem sequer um património de 6000 anos - protege em definitivo uma civilização da decadência.
Nação do papel (e da História), da imprensa (e da Comunicação), do papel-moeda (e do Estado), da pólvora (e da Guerra), da seda (e do Intercâmbio), do garfo (e da Civilidade), da bússula (e da Aventura), a China foi ponto de partida para muitos momentos da realização Humana.
Nação da Grande Muralha e da língua em uso mais antiga do mundo.
Mas isso foi outrora.
O comum mortal acreditou MESMO na história de que a material modernidade lhe supriria não só as necessidades como as veleidades.
Que a sua alma se completaria, satisfeitas as promessas de uma generosíssima Babel bancária.
Que ocuparia o seu lugar devido na intrincada arquitectura da felicidade global ao fazer a ínfima parte que lhe cabia: pôr o seu pescoço no cepo... E o dos seus. E o dos vindouros. E - sem o saber - o pescoço do próprio circo inconsciente que alimentou e que ao afundar-se consigo o afundaria ainda mais baixo.
Estas são as notícias na têvê.
Outra coisa são as interpretações dos factos.
Tenho ouvido inúmeros "comentadores" "comentar" nos seus "comentários" que observamos hoje, através destas convulsões de capitais, a queda - ou pelo menos, vá lá, o tropeção - de uma sociedade americana e do sistema materialista em que culturalmente chafurda e com que vai porfiando na intoxicação do pobre mundo normal. Berço do capitalismo que hoje tão cabo dá do que tanto trabalho deu a conquistar em todos os continentes aos mouros dos libertarismos e dos igualitarismos.
O Euro foi criado, como moeda escritural, no fim de 1999, isto é, para o ano faz dez anos.
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